Sala das Sessões do Parlamento

Por cima da tribuna da Presidência, destaca-se uma grande luneta pintada por Veloso Salgado, representando as Cortes Constituintes de 1821 - que elaboraram a Constituição de 1822, a primeira da história constitucional portuguesa - reunidas na Biblioteca do Convento das Necessidades em Lisboa. Esta grande tela semicircular é emoldurada por brasões com as armas dos distritos e das antigas províncias ultramarinas, evocativos das circunscrições por onde os deputados eram eleitos, pintados por Benvindo Ceia.
As três pinturas do teto, distribuídas em torno da grande claraboia, foram executadas por Alves Cardoso e representam alegorias à Ciência, às Artes e à Indústria; à Pátria, à Paz e à Fortuna; ao Comércio e à Agricultura.
No balcão da galeria central do último piso, destaca-se um relógio monumental de pedra, remodelado em 1990, com máquina eletromecânica com sistema de controlo de quartzo dos fabricantes alemães Bürk e Kienzle.
As galerias do primeiro piso, destinadas ao público, são pontuadas por seis estátuas de gesso, identificadas pelas inscrições nos respetivos plintos: a Constituição, a Lei, a Jurisprudência, a Eloquência, a Justiça e a Diplomacia, símbolos alegóricos ligados à arte de legislar e ao exercício do poder. A capacidade total das galerias é de 660 lugares.
A Sala das Sessões tem uma área interior de aproximadamente 780 m2 e um pé direito médio de ca. 16 m, sendo o seu volume igual aproximadamente a 12910 m3.
Principais materiais: alvenaria mista, mármore, madeira, estuque pintado, vidro, tecido.
Pontos de medição e localização da fonte acústica
A fonte sonora foi localizada em duas posições dentro da Sala das Sessões: no púlpito do orador (S1) e na 5ª fila de bancadas da ala direita (S2). Foram escolhidos doze pontos de medição (Pos1 – Pos8 para S1; Pos9 – Pos12 para S2) dentro da Sala em locais criteriosamente selecionados para abranger várias bancadas e a tribuna da presidência.

